1. Skip to Menu
  2. Skip to Content
  3. Skip to Footer>

James L. Kennedy e o Início do Metodismo em Minas Gerais

Uma História de Sensibilidade com a Missão
A propósito da comemoração dos 125 anos do metodismo em Minas Gerais

A abertura do campo missionário no grande Estado de Minas Gerais tem como um dos seus principais preconizadores o rev. James L. Kennedy. A propósito, ele foi um dos primeiros pregadores protestantes que adentrou o Estado de Minas Gerais, para proclamar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo ao povo da cidade de Juiz de Fora (KENNEDY, p.36). Recém-chegado ao Rio de Janeiro, depois de um tempo estabelecido na cidade de Piracicaba, São Paulo, Ransom o procurou para substituí-lo no trabalho em Juiz de Fora, Minas Gerais. Isto lhe conferiu uma marca como obreiro. Como servo do Senhor, James L. Kennedy foi um dos missionários com maior sensibilidade para lidar com os imperativos e as necessidades da Missão, sendo múltiplas as suas ações como missionário.
Nestas linhas, queremos rememorar o início da missão metodista no grande Estado de Minas Gerais (1884), considerando os primórdios da caminhada do metodismo em Juiz de Fora e os momentos fundantes do novo campo missionário, dando destaque a alguns itens biográficos de James L. Kennedy, o missionário e evangelista, o qual, como instrumento da Graça de Deus, plantou a primeira congregação metodista em Juiz de Fora e em Minas Gerais. De maneira particular, queremos reconhecer a sua contribuição para o metodismo mineiro e o seu talento como plantador e organizador de igrejas na amplitude da Missão Metodista no Brasil.

James Lillbourne Kennedy ou apenas James L. Kennedy nasceu em 31 de dezembro de 1857, nos EUA. Oriundo de família tradicionalmente metodista foi recrutado como missionário para o trabalho no Brasil pelo rev. J. J. Ransom. Assim, James L. Kennedy chegou ao Brasil em 16 de maio de 1881, na companhia de J. W. Koger e Miss Martha H. Watts, ambos recrutados por Ransom. Dizer quem foi James L. Kennedy pode parecer fácil, como lembra Isnard Rocha, pois acredita-se que ele foi, ao longo de quase sessenta anos, “um dos missionários mais queridos e mais populares de nossa grei, através de sua vida, de seu lar e de seu trabalho multiforme, prestado à Igreja Metodista do Brasil, nos dois períodos de sua história” (ROCHA, p.154).
Com a missão de plantar o metodismo em Juiz de Fora, James L. Kennedy partiu com a sua família para a cidade de Juiz de Foraesta cidade, substituindo John James Ransom (LONG, p.81-83). Na cidadeNela, o missionário Kennedy foi recebido pelos irmãos Samuel Elliot, Hermann Gartner e Ludgero Luiz de Miranda, precursores do trabalho ali, os quais tinham sido enviados por Ransom para a sondagem e preparação do ambiente que seria alvo da missão metodista. Portanto, antes da chegada do missionário Kennedy em Juiz de Fora, a cidade foi alvo de uma das propagandas evangélicas mais ostensivas que o povo mineiro-juizdeforano já tinha visto.
Chegando em Juiz de Fora, James L. Kennedy logo tratou de iniciar o seu trabalho no naquele campo missionário de Juiz de Fora. Uma de suas primeiras ações foi alugar uma casa, onde pudesse residir com sua família e estabelecer as bases do trabalho missionário. A Missão já contava com a investida dos irmãos Samuel Elliot, Hermann Gartner e Ludgero Luiz de Miranda, predecessores do rev. Kennedy. Assim, o missionário James L. Kennedy alugou a casa na Rua Santo Antônio, n. 10, onde estabeleceu a sua residência e, na sua espaçosa sala de jantar, a casa de culto (Cf. KENNEDY, p.36-37 e BARBOSA, p.58-59). Na opinião de James L. Kennedy, a casa à rua casa Santo Antônio era “interessante e notável nos princípios do methodismo em Juiz de Fora” (KENNEDY, p.37). Temos notícias de que ali se converteu Felippe R. de Carvalho, conhecido como “as primícias do Evangelho entre os brasileiros de Juiz de Fora” (KENNEDY, p.37).
Conforme James L. Kennedy, foi nesta casa àÀ Rua Santo Antônio que se desenrolaram as primeiras perseguições contra os methodistas em Juiz de Fora, das quais escreveu sobre a ocasiãosobre as quais escreveu, na ocasião, o próprio evangelista: “Numa noite em que pregamos, certo padre romano, estando já na chuva, capitaneando pessoalmente uns trinta moleques, fê-los apedrejar a nossa casa, interrompendo o culto público e espalhando certo terror entre os assistentes. A casa estava cheia de ouvintes que prestavam toda a attenção. Immediatamente as famílias começaram a retirar-se e logo todos, menos os membros da família do pastor, desappareceram” (KENNEDY, p.37).
Ao pensar que toda aquela desordem promovida pelo padre já estava concretizada, “seguiram-se gritos infernaes e uma chuva de pedras cahiu sobre a casa, entrando muitas destas pela porta a dentro. Os desordeiros, porém, não ousaram entrar e assim escapamos às suas unhas” (KENNEDY, p.37). Kennedy continua a narrativa lembrando que graças ao senso do bom povo de Juiz de Fora, indignado com o procedimento do tal padre, que teve fugir nessa noite de madrugada, e “os moleques foram intimados a portarem-se dignamente ou então iriam pousar na cadeia” (KENNEDY, p.37). Daí em diante, lembra o missionário, não houve mais perturbação e a assistência aos cultos dos metodistas foi cada vez maior. Ainda cedo, o metodismo na cidade de Juiz de Fora se apresentou extremamente vigoroso, alcançando as cidades circunvizinhas.Se pudéssemos elaborar uma frase que qualificasse o missionário e, assim, homenageá-lo postumamente junto às gerações de metodistas na atualidade, poderíamos dizer que “James L. Kennedy foi uma vida útil e abençoada nas mãos do Senhor”.

 

BIBLIOGRAFIA:
BARBOSA, José Carlos. Salvar e educar: Oo metodismo no Brasil do século XIX. Piracicaba: CEPEME, 2005.
KENNEDY, James L. Cincoenta annos de Methodismo no Brasil. São Paulo: Imprensa Metodista, 1928.
LONG, Eula Kennedy. O arauto de Deus – A vida de James L. Kennedy. São Paulo: Imprensa Metodista, 1957.
ROCHA, Isnard. Pioneiros e bandeirantes do metodismo no Brasil. São Bernardo do Campo: Imprensa Metodista, 1967.

Menu

Vigília Nacional

Diálogo Digital


Em breve você poderá
Baixar a edição do
Diálogo Pastoral
da última edição.

Quem está on-line

Nós temos 1 visitante online

Versículo do Dia

E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos.
Apocalipse 15:3